
A primeira vez que ouvi esta frase foi um período em que estava muito doente, na verdade havia estado muito doente, acabei na mesa de cirurgia, e logo depois, apesar de todos os testes clínicos estarem ótimos, continuava doente, dores de cabeça, tonturas, humor instável e uma hiper sensibilidade, ou seja, minha alma estava doente, muito doente.
A doença física havia acabado, mas deixado um rastro em minha alma, e o médico muito perspicaz me medicou, mas também indicou um livro: PÉS NO CHÃO E CABEÇA NAS ESTRELAS de Lair Ribeiro. Nunca cheguei sequer a ler o livro ou mesmo vê-lo em alguma estante, mas a frase na hora dita, bateu fundo em minha alma. Fiquei confusa, como assim ter cabeça nas estrelas e manter os pés no chão? No primeiro instante inverti a ordem da frase, e por mais um bom tempo ainda...
Esqueci por completo, mas ainda bem que minha alma não esqueceu. Aquela frase continuou a martelar em meu inconsciente, tentava aos poucos conseguir entendê-la e colocá-la em prática. E como tudo que não entendemos parece ser muito mais difícil do que realmente é, felizmente o bacana de tudo isso eu já tinha, o propósito, a forma que eu deveria seguir na vida.
E aos poucos sem muita certeza de onde estava indo, fui colocando a minha vida neste rumo...dos pés fincados ao chão, sólidos, com a certeza de onde eu queria chegar e estar, mas a cabeça nas estrelas, confiando no firmamento acima de mim. Parti do princípio que se era pra manter os pés no chão, ficaria somente no presente, sofreria somente o que o presente me desse todos os dias, e se era pra manter a cabeça nas estrelas, teria pensamentos de um futuro melhor, um otimismo de que amanhã seria um novo dia e que ele iria me nortear.
Mas confesso, que ainda não cheguei ao fundo ou compreendi plenamente o que é ter PÉS NO CHÃO E CABEÇA NAS ESTRELAS.
Uma boa tarde a todos,
Rose Tania da Silva







