terça-feira, 11 de outubro de 2011




Se tão somente eu querer mudar ó Deus, não há como esconder de ti quem sou, não posso mais mascarar a minha dor. Hoje, eu decido estar completamente em suas mãos.

Minha decisão é radical. Meu jeito de ser já não cabe mais em mim, minha forma se modificou tanto, que onde estava, hoje não permanece mais. Meu corpo se torna leve, meu espírito ganha asas e minha alma repouso.

Eu quero a revolução se fazendo em mim.

sexta-feira, 3 de julho de 2009

E-mails entre amigas


Sonho


Estava alegremente pelo bairro, com criancas, me lembro de Bah e Loren, as outras nao me lembro quem eram , nem qtas eram, pego aderecos de festa junina para elas, fim de festa.
Ao sair da loja/escola vejo Myla correr em minha direcao, havia acabado de acabar suas tarefas domesticas, sobrou um tempo para ela, Maria Clara vem atrasatras, penso: peguei adereco so para Loren, nao pensei em Maria Clara. Myla responde ao perceber, por isto nao deixo Maria Clara vir junto, senao ela tira o prazer da Loren, nao deixaria Loren ficar com aderecos quereria ficar com eles, ela é menor, sente ciumes da irma. Se acha no direito pq é menor(coisa de crianca).
De repente, estou com todos no apartamento de uma terapeuta, ela vai cuidar de mim. Me recebe na sala, mas esta no quarto a se olhar no espelho,de costas,a trocar de roupa, aquilo me incomoda, pq ela nao me da atencao que eu acho que mereco. Foi Lucinho que a me indicou. Acho também que ela faz aquilo, porque ali, ela é a mais importante, eu que preciso dela. Entao suporto. De repente, ela tira toda a roupa, ela é alta, esguia, sem uma celulite, branquinha. Lucinho está para chegar. Digo a ela de forma brincalhona e ao mesmo tempo séria: Por favor, se vista,meu marido vai ve-la nua e nao quero ver isto acontecendo. Digo isto pq ela e muito bonita, tenho certo ciume e medo que ele a veja e nao acho que seja necessaria tb uma situacao dessa. Ela nao me ouve, ele chega. Entro no quarto, fecho a porta, estou chorando, mas determinada, digo a ela: voce nao tem respeito pelo sentimentos dos outros, o que eles vao sentir ao voce fazer isto, voce nao respeita as pessoas. Ela se encolhe ao ouvir o que digo, chora, nao se sente amada ( e o que sinto quando olho pra ela, por isto faz aquilo, mas nao entendo ela e linda),inferior, por isto faz aquilo, mas eu nao concordo como ela age.
Saio do quarto, fecho a porta, encontro Lucinho, conto a ele, desco com ele e conto o que aconteceu, ele quer subir, ele sobe, eu subo junto, quer consola-la, se desculpar com a amiga terapeuta dele, discutimos, ele quer cuidar dela e eu acho que ele deve ficar ao meu lado, nao acho que fui injusta, que ela nao mereceu o que fiz, foi ela quem nao me respeitou.
Ele entra no quarto, eu entro atrás, a terapeuta agora semi-vestida esta sentada na cama, contorcida, chora. Lucinho logo ao entar, comeca a se despir, aquilo me surpreende, se vira pra mim e diz de forma acusadora e agressiva: voce é vingativa e a outra coisa esqueci, acho que foi: acha que pode dizer e fazer qualquer coisa e nao pagar por isto um preco?. A terapeuta corre para ele, eles comecam ao se enroscar, a se abracar e se qse se beijarem, e uma danca sensual. Sinto traicao, ele da mais valor aos sentimentos dela que aos meus. Enquanto eles se enroscam um no outro penso: acabou! acabou o nosso relacionamento? (me pergunto) nao sei qual atitude tomar, choro muito. Ele diz a terapeuta enqto se enrosca nela de forma carinhosa: nao quero que voce cresca com traumas, e eles continuam a danca. Saio do quarto, nao sei se eles farão sexo, é o que parece que virá logo a seguir, nao sei se fazem isto pq sempre se amaram e nao sabiam ou se foi so pra me dar uma licao, para me ferir. Choro muito, nao sei o que fazer. Acordo.

Eis me sonho, muito revelador, nao acha? Nem sei o que pensar de tanta coisa revolvida num sonho so, acho que foi dai que vieram todas as dores, todas as tristezas,ácho que é o que me vem ferindo. Eram 04:38 quando acordei, dao 05:30 da manha agora.

bjs,
Rose.


puxa, rose, que sonho!
acho que essa mulher representa tu mesma.
teu relacionamento com lucinho sempre foi muito conturbado de tua parte, com muitos obstáculos que foram sentidos muito mais por ti do que por ele (visto que ele é mais tranquilo em relação a tudo, por vezes até tranquilo demais) e sempre achei que essa maneira calma de ele se relacionar com o mundo acabou te deixando meio na defensiva, como se tu tivesse de tomar as redeas de uma situação que na verdade nem necessitava ter as redeas tomadas por quem quer que fosse...
tu acabou deixando de se sentir amada (como de fato é e sempre foi) pra se sentir oprimida, e foi se oprimindo cada vez mais...foi se encolhendo na cama exatamente como a mulher bonita do teu sonho...e neste sonho, tu pode ver o que todos a tua volta ja viam...que houve duas rosetanias nesse tempo todo: a mulher bonita, desejavel, atraente, e frágil (como toda mulher) e a mulher brava, guerreira, seca, presumista (como toda mulher). e por isso a questão do espelho...por isso uma via a outra como alguém que a queria ferir, porque por algum tempo essas duas mulheres (que já foram uma só) realmente quiseram se ferir, e se feriram ao se separar...
de uma hora pra outra elas decidiram que juntas não dava mais, mas necessitavam da comunhão que tinha...acho que essa separação foi que causou todas as tuas dores...a separação que houve entre ti e tu mesma...
e lucio, sempre se importou com as duas...da maneira dele, mas sempre se importou.
só que tu abraçou coisas demais. uma familia inteira caiu de paraquedas na tua cabeça: mais filhos (q não eram teus) mais irmãos, mais pais, mais mães, mais trabalho...UFA!
isso tudo te cansou e te fez separar...e acho que sim, foi o fim de um relacionamento: não o teu com lucio, mas o teu contigo mesma e com coisas que sempre foram importantes pra ti...
vejo esse sonho como um reencontro, não muito amigável, mas um reconhecimento. é preciso juntar de novo a docilidade da rose em toda sua beleza e fragilidade com a força da tãnia em todo seu arrombamento e ímpeto...e acho que tu já esteja nesse processo de reconciliação, só que tu precisa estar consciente dele...não me surpreenderá se tiveres outros sonhos assim.

ps. me reconheci muito no teu sonho rsrsr

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Pés no Chão e Cabeça nas Estrelas





A primeira vez que ouvi esta frase foi um período em que estava muito doente, na verdade havia estado muito doente, acabei na mesa de cirurgia, e logo depois, apesar de todos os testes clínicos estarem ótimos, continuava doente, dores de cabeça, tonturas, humor instável e uma hiper sensibilidade, ou seja, minha alma estava doente, muito doente.

A doença física havia acabado, mas deixado um rastro em minha alma, e o médico muito perspicaz me medicou, mas também indicou um livro: PÉS NO CHÃO E CABEÇA NAS ESTRELAS de Lair Ribeiro. Nunca cheguei sequer a ler o livro ou mesmo vê-lo em alguma estante, mas a frase na hora dita, bateu fundo em minha alma. Fiquei confusa, como assim ter cabeça nas estrelas e manter os pés no chão? No primeiro instante inverti a ordem da frase, e por mais um bom tempo ainda...

Esqueci por completo, mas ainda bem que minha alma não esqueceu. Aquela frase continuou a martelar em meu inconsciente, tentava aos poucos conseguir entendê-la e colocá-la em prática. E como tudo que não entendemos parece ser muito mais difícil do que realmente é, felizmente o bacana de tudo isso eu já tinha, o propósito, a forma que eu deveria seguir na vida.

E aos poucos sem muita certeza de onde estava indo, fui colocando a minha vida neste rumo...dos pés fincados ao chão, sólidos, com a certeza de onde eu queria chegar e estar, mas a cabeça nas estrelas, confiando no firmamento acima de mim. Parti do princípio que se era pra manter os pés no chão, ficaria somente no presente, sofreria somente o que o presente me desse todos os dias, e se era pra manter a cabeça nas estrelas, teria pensamentos de um futuro melhor, um otimismo de que amanhã seria um novo dia e que ele iria me nortear.

Mas confesso, que ainda não cheguei ao fundo ou compreendi plenamente o que é ter PÉS NO CHÃO E CABEÇA NAS ESTRELAS.

Uma boa tarde a todos,

Rose Tania da Silva

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

AGOSTO



Abri meu e-mail, logo vi numa desta newletters o título de um texto chamado AGOSTO, logo me veio a cabeça a palavra DESGOSTO, influência que veio de geração em geração de que este mês não é bom, que até hoje permanece em nós somente no fundo do nosso inconsciente, mas que já esquecemos por completo o sentido deste por quê!

Não sei porque um mês que tem no nome a gosto, é conhecido por mês dos desgostos, o mês dos LOUCOS, ou melhor que o coisa ruim está à solta, ou que tudo que fizermos de alguma forma dará errado. Logo lembro do meu irmão, nasceu num dia 10 de agosto, leonino, trabalhador, que tudo o que toca prospera. Mas, deve ter lá seus motivos, que não vem ao caso aqui agora, e sim que o mês tem um nome bem propício a qualquer tipo de freguês, que será servido ao gosto de sua preferência.

Agosto é o período em que DEVEMOS ou DEVERÍAMOS fazer as coisas acontecerem ao nosso gosto. Sim, ao seu gosto, por isso Agosto. Conforme nossa vontade. É o mês adequado para o plantio de nossos pensamentos mais desejados. Em outras palavras: precisamos ter a sabedoria para plantar corretamente pensamentos e atitudes em agosto. A vida se resume em plantar e colher.

E se temos preferências que estas sejam bem pensadas para serem realizadas neste bendito mês e nos meses vindouros. Aproveitem este mês ou do que resta ainda dele acabar, para quando entrar setembro E a boa nova andar nos campos Quero ver brotar o perdão Onde a gente plantou Juntos outra vez Já sonhamos juntos Semeando as canções no vento Quero ver crescer nossa voz No que falta sonhar Já choramos muito Muitos se perderam no caminho Mesmo assim não custa inventar Uma nova canção Que venha nos trazer Sol de primavera Abre as janelas do meu peito A lição sabemos de cor Só nos resta aprender.

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

PeÇaS




A vida nos prega peças o tempo todo, lembrei-me hoje, dum tempo que me deparei diante de duas situações muito parecidas, por não dizer quase idênticas, mas uma exigia de mim uma resolução rápida e a outra parecia que não exigiria...e sabe qual delas eu escolhi?
Fácil a resposta, aquela me permitiria dar a mim tempo para saborear o caminho escolhido de forma a não tomar ou exigir de mim uma resolução para o qual eu achava que não deveria tomar, e esqueci por completo.

O destino é cruel, já deixei de namorar um homem porque ele havia feito vasectomia, deixei a vasectomia falar mais alto que a impressão que tive dele, nem ao segundo encontro eu fui. Você poderia me dizer que foi porque ele não me interessou, não, não foi isso, simplesmente, naquele momento da minha vida, o que eu valorizava era a possibilidade de ainda ter mais um filho.Tempos depois, eu faria uma histerectomia.

Com isto, deveria ter aprendido que o destino sempre te entrega as mesmas escolhas a fazer, e quando as faz, poderá mais tarde se deparar você mesmo ter que passar tal situação que não quis passar junto ao outro.

Mas vamos seguindo a vida achando que nossas escolhas foram feitas e que não depararemos mais com aquelas com as quais não quisemos abraçar, ledo engano. Escolhemos muitas vezes aquelas que nos parecem mais fáceis, ou então as que nos mostra um caminho mais descomplicado. Acabamos complicando mais, acabamos não nos deixando viver o que se tem para viver por um motivo ou outro, porque achamos que possuímos o controle da vida. Não controlamos nada, e quanto mais cercamos nossas vidas, mais e mais ela nos cerca com aquilo que não queremos nos deparar.

Este texto vai assim, sem o final, porque ainda não pensei e não cheguei a um final conclusivo, porque gostaria de escrever um belo final, um final otimista, não que eu esteja pessimista com relação a ele, simplesmente porque ainda não descobri o final, no momento só me chega, escolho, vai e volta para mim quase sempre as mesmas questões que eu por acaso não quis resolvê-las ou vivê-las.

Uma ótima quarta a todos,
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quinta-feira, 10 de abril de 2008

Sonho sonhado e para não ser jamais esquecido




Lá longe nas alturas, o céu recebia seus últimos raios de sol e a noite devagarzinho vinha chegando...eu me encontrava no alto de uma montanha e avistava ao longe várias outras montanhas entre uma imensidão de vales...todas forradas por extensas florestas verdes e vivas... quando percebo ao meu lado uma criança muito feliz e contente por algo que eu desconhecia. A criança olhava para mim e sorria e o que ela trazia em sua mão era um foguete...
Enquanto fixava seus olhos nos meus, ela acendeu o foguete e inúmeras faíscas em formas de estrelas encheram o céu fazendo com que ele ficasse mais estrelado ainda...mas de forma tão inesperada quanto o acender do foguete, foi também o sumir das faíscas no céu... N
Neste momento um grande medo tomou posse de mim, porque olhei ao longe e avistei as árvores e imaginei o que uma das faíscas poderiam fazer com que aquelas florestas, imaginei todas elas queimadas por um ato tão infantil.
E qual não foi a surpresa e a rapidez, que não demorou muito, ao longe avistei uma parte da floresta queimando...com uma grande labareda de fogo, e temi novamente mas desta vez tive medo não mais por causa das árvores mas de que a criança visse o que havia provocado sem ter sequer imaginado.
E como ela ainda continuava a me olhar, percebeu pelo meu olhar que algo errado estava acontecendo. E seu olhar se virou na direção em que eu olhava, e quando ela viu o fogo que crescia numa parte da floresta, ela entristeceu, começou a chorar e correu para os meus braços.
E de encontro ao meu peito, pude sentir toda a sua dor por ter provocado o incêndio. E eu a abraçava e tentava confortá-la com abraços e palavras.
Mas em minha mente eu a recriminava fortemente por ter agido tão inconseqüentemente ao comemorar algo sem pensar antes o que o seu ato poderia provocar...e...quando eu e ela achávamos que tudo estava perdido e que nada havia mais a fazer, algo inesperado começou a acontecer...uma chuva forte vinda de não sei de onde desabou sobre nossas cabeças e de repente leva consigo toda a angústia, medo e sofrimento da criança .
E nós duas ali sentadas no chão abraçadas erguemos nossas cabeças para o alto e nossos rostos se encheram de uma alegria imensa e abrimos nossas bocas para receber as gotas da chuva que caiam sobre nós abundantemente e pensei comigo mesma que um ato feito tão inocentemente com pura alegria não poderia ter seu brilho apagado, que algo muito maior que nossos pensamentos, desejos e ações são acompanhadas de perto por um bem maior que nos protege e ampara em todos os nossos momentos.

ESPERAnça


No último ano e até o momento a vida tem me pedido: ESPERE, é necessário a paciência...

Esperar não sei o quê!...mas a ordem do momento é ESPERAR...Não é a hora determinada, não é o momento adequado tão pouco o tempo certo...

Como sei disso? Pelos sinais a minha volta... através de situações, circunstâncias, palavras... Se prestarmos bastante atenção veremos que o universo conversa conosco, bastando semente sentir...ouvir...

Minha vida está caminhando, a passos curtos, devagar, mas caminha...Sinto que ela avança, só não sei para onde vai...mas parece saber exatamente onde quer me levar...

Tenho meus planos, projetos, todos estão se encaminhando...mas sempre que penso que levará determinado tempo ou forma, me põe a esperar...então me revisto de toda paciência, sabedoria que puder, tranqüilidade e equilíbrio e aguardo...porque creio que o que a vida me reserva é melhor ainda do que estou a imaginar...

Assim estou a esperar...esperar o tempo determinado, o outro...compreender o outro antes mesmo de compreender-me, às vezes necessitando que eu veja o outro antes mesmo de ver a mim...

Sinto-me uma espectadora em minha própria vida...atuo, contraceno...e independente de toda a carga teatral que dei, devo também aguardar a atuação do outro com o qual contraceno, para só assim então a cena continuar ...mas somente o diretor definirá como tudo fluirá...

Mas vejo como um bom sinal, é como se eu tivesse saído de uma letargia que me encontrava há anos e passei a ver a vida acontecer e justamente a minha...

Minha consciência se abriu e passei a ser dona do meu destino mas aceitando que não tenho nenhum controle sobre ele e que quando me rendo, tudo se move de forma mais perfeita e tranqüila... e seja qual for o propósito de minha existência, ele será cumprido, mesmo que minha colaboração consciente seja...ESPERAR...

Chegamos exatamente onde precisamos chegar porque a mão de Deus sempre guia aquele que segue seu caminho pela fé!